
“Eu sou como o grande céu. Azul, azul, azul. Sou radiante, claro, quente e vivo. Celeste. Outrora sou choroso, chuvoso, fechado e escuro. Inundo ruas, lençois, ombros amigos e grandes montanhas. Transbordo rios! Mas logo volto a ser azul, brilho com um lindo sorriso, arco-íris. Tem dias que sou nublado, calado, cinza. Céu, eu sou o céu. Claro e escuro, as vezes até misterioso demais. Há certos dias que grito alto, bravo, como trovões. Choro lágrimas, pingos de chuva ácida que queimam minha pele. E em outros dias me escondo por entre nuvens, e mesmo quando sou o burraco mais negro, o céu mais escuro… Eu consigo brilhar, brilhar em forma de pequenas estrelas.
Ah, eu tenho razão quando digo que sou como o céu, pois tenho o coração assim, grande, grande como o infinito céu. Azul, azul, azul.”
— Sinesteta





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